PSL suspende 14 deputados e aprova dissolução do diretório de SP

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O Diretório Nacional do PSL acatou a recomendação da Comissão Executiva da legenda e decidiu suspender as atividades partidárias de 14 deputados da ala da legenda alinhada com o presidente Jair Bolsonaro, que deixou a sigla em novembro após uma crise interna no partido comandado por Luciano Bivar. O deputado Júnior Bozzella (PSL-SP) confirmou que o relatório do colegiado foi aprovado na íntegra por unanimidade. — Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados O Diretório Nacional do PSL também aprovou a dissolução do diretório estadual do partido em São Paulo. Com isso, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) deixa de ser presidente do partido no Estado. Bozzella é o mais cotado para assumir o posto. Além disso, o filho do presidente recebeu uma das maiores punições, tendo suas atividades partidárias suspensas por 12 meses. Com isso, ele deve ser destituído do cargo de líder do PSL na Casa comandada por Rodrigo Maia (DEM-RJ). Parlamentares da ala bivarista devem apresentar ainda nesta semana uma nova lista para a Secretaria-Geral da Mesa (SGM) da Casa para definir o novo líder do partido na Câmara. Os deputados Joice Hasselmann (PSL-SP), Felício Laterça (PSL-RJ) e Felipe Francischini (PSL-PR) seriam os mais cotados para a função. Ao todo, 14 deputados tiveram suas atividades suspensas, quatro foram advertidos e apenas dois tiveram seus processos arquivados. Na semana passada, o colegiado recomendou que, além de Eduardo, os deputados Bibo Nunes (PSL-RS), Alê Silva (PSL-MG) e Daniel Silveira (PSL-RJ) também fossem suspensos por um ano. O deputado Sanderson (PSL-RS) terá suas atividades partidárias suspensas por 10 meses, enquanto Carlos Jordy (PSL-RJ) e o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), ficarão afastados por sete meses. Serão suspensos por seis meses os deputados Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Filipe Barros (PSL-PR) e Márcio Labre (PSL-RJ), enquanto General Girão (PSL-RN), Junio Amaral (PSL-MG) e Luiz Philippe de Órleans e Bragança (PSL-SP) terão afastamento por três meses. Com a punição mais leve, Aline Sleutjes (PSL-PR), Chris Tonietto (PSL-RJ), Hélio Lopes (PSL-RJ) e Coronel Armando (PSL-SC) receberiam apenas uma advertência escrita. Os deputados Guiga Peixoto (PSL-SP) e Luiz Ovando (PSL-MS) tiveram as representações contra eles arquivadas. Os parlamentares bolsonaristas devem recorrer da decisão, alegando que foram vítimas de perseguição partidária durante a crise interna do PSL.

Fonte: https://valor.globo.com/politica/noticia/2019/12/03/diretorio-do-psl-aprova-por-unanimidade-suspensao-de-atividades-de-14-deputados.ghtml

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